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Suas decisões, são realmente suas?

Como ser original quando tudo se repete?

A repetição é um dos mecanismos pelo qual o cérebro humano pode distinguir o que é mais relevante para ser armazenado e o que pode ser descartado.

Nem tudo o que a maioria faz você precisa fazer, e isso já foi explicado tantas vezes, que chega a ser “clichê”.

Mas, até que ponto conseguimos agir sem sermos influenciados?

Nas datas comemorativas as timelines das redes sociais ficam recheadas de repetições. O que questiono não são esses fatos, mas as nossas ações. Estamos em dia com as relações afetivas, familiares e de confraternidade ou estamos simplesmente repetindo o que os outros fazem na divulgação?

Justamente por entendermos que o meio em que estamos inseridos tem conexão direta com a construção da nossa identidade, é imprescindível ficarmos atentos para que não sejamos meros repetidores. O exercício do senso crítico é obrigatório para a formação da essência humana. Devemos, ser capazes de entender como agir e reagir ao meio, bem como criar mecanismos para não sermos influenciados de forma negativa pelo mesmo.

É necessário sabedoria para reagirmos aos estímulos, aos comportamentos, aos pensamentos e as pessoas a todo o momento. E isso vale para relacionamentos, politica e também para os sentimentos.

Ouvimos muito que precisamos ser originais e sabemos que tudo que tem originalidade é mais valoroso. O significado da palavra afirma, ter caráter próprio, singular, não seguir modelos prontos e nem a maioria.

Porém, ser original tem um efeito colateral: suas escolhas poderão ser julgadas ou criticadas pelos outros, já que ainda as pessoas estão presas a preconceitos e nem sempre reagem bem ao que é diferente. Aprender a confiar no que você faz vai ajudar a mostrar a si mesmo, e ao mundo, que tem orgulho de ser alguém único. Pense positivamente sobre o seu eu e mantenha diálogos internos construtivos.

É importante em nossa trajetória estarmos atualizados, buscarmos informações seguras e com embasamento teórico sobre todos os tipos de assuntos e não deixar que o senso comum seja dominante. Precisamos analisar as situações por vários ângulos antes de nos posicionarmos e termos clareza suficiente para distinguir os “Fakes” que se apresentam.

Vivemos em uma sociedade de excessos, muitas coisas que a vida vai nos oferecer, podemos deixar passar, já outras precisamos nos apropriar.

Fique atenta no que te torna única e especial e aprenda a celebrar cada dia da sua existência.

E, finalmente, nunca esqueça da máxima que diz: “Mais grave do que ter uma vida curta é ter uma vida pequena.”

– por Raquel Vasconcelos

Raquel é Pedagoga, especialista em Psicopedagogia e Gestão Educacional, além disso, mestranda em Ciências e Matemática. Conheça mais sobre a autora desse texto: Instagram @raka.rmsv

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