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Sobre o matrimônio: união que torna legítima a vida a dois

Casar antigamente e atualmente, o que mudou?

Antigamente o casamento era realizado para ser pra sempre, e muitas vezes o casal convivia com infelicidade eternamente, apenas em 1977, foi sancionada a lei que instituiu o divórcio no Brasil, permitindo uma profunda mudança social no país. Antes disso o casamento era indissolúvel. Até a aprovação dessa lei, só era possível desquitar-se, assim só ficavam separados fisicamente, mas sem a quebra do vínculo matrimonial. E não poderiam se casar com outra pessoa. As mulheres nessa situação perdiam a guarda dos filhos. Desquitada era sinônimo de “mulher qualquer”, “mulher fácil”. Algumas mulheres casavam-se em outros países, mas não tinha validade no Brasil, era apenas uma maneira de dar satisfação à sociedade preconceituosa e discriminatória.

Atualmente, o casamento e a maternidade passam a ser opções de projeto de vida.

Na pós-modernidade temos liberdade de expressão e pensamento e podemos escolher até quando os votos matrimoniais serão perpetuados. A sociedade moderna, com avanços tecnológicos e crescente velocidade nas informações, traz à tona questionamentos a respeito do amor, vínculo e dos laços afetivos. A antiga percepção de amor romântico abre espaço para o amor prudente e cauteloso, em que novas questões passam a serem pensadas antes de nos envolvermos afetivamente. Compromisso e liberdade constituem um dilema que é obstáculo para laços duradouros e profundos. Resquícios da idealização romântica, levam a frustrações por elevadas expectativas em relação ao cônjuge. Além disso, o indivíduo que em outras épocas era definido como centrado e unificado, encontra dificuldade ao buscar sua identidade num mundo fragmentado e de inúmeros registros possíveis, tornando-se também, em alguns momentos, descentralizado, confuso e instável.

Na minha experiência pessoal o casamento duradouro não traz privações, mas sim muitas realizações, estabilidade, parceria, intimidade e gratificações. Estou casada há 13 anos e algumas pessoas me perguntam: Qual é o segredo para manter um casamento bem sucedido? Na verdade, não existe fórmula mágica para isso. Minha dica é simples: trate seu par como você gostaria de ser tratada. Perdoe se você também gostaria de ser perdoada, surpreenda se gostaria de ser surpreendida, elogie, respeite, encante, dialogue e não queira ter sempre razão.

Casamento exige lidar com as diferenças, com a personalidade do outro. De todas as relações que temos, acredito que a conjugal é a mais intensa, pois em nenhuma outra você divide tudo, até os lençóis.

Aprender a cuidar do casamento é algo importante, se entendermos que não somos perfeitos.

Já ouvi dizer que estar casado é como aprender a dançar, haverá tropeços ao longo da dança, mas é necessário compassar novamente e seguir dançando. Claro, se for isso que você realmente quer.

O casamento consegue ter um fôlego maravilhoso quando temos criatividade para nos reinventar e conciliar a paixão, com a nostalgia de um porto seguro.

– por Raquel Vasconcelos

Raquel é Pedagoga, especialista em Psicopedagogia e Gestão Educacional, além disso, mestranda em Ciências e Matemática. Conheça mais sobre a autora desse texto: Instagram: @raka.rmsv

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