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Representatividade Feminina na Política

Brasil: Eleições Municipais/2020

O ano de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira, especialmente na política, quando o Código penal passou a assegurar o voto feminino. Apesar de 88 anos depois, os municípios governados por mulheres representam apenas 7% da população brasileira. Segundo dados obtidos através do TSE.

Atualmente, há no Brasil 5.568 municípios, sendo 649 governados por prefeitas e 4.919 por prefeitos. Ou seja, para cada 7,5 homens, há apenas uma mulher no comando de uma prefeitura no Brasil.

As mulheres são 51% da população, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mas governam apenas 12% das prefeituras no Brasil.

O Brasil é um dos piores países em termos de representatividade política feminina, ocupando o terceiro lugar na América Latina em menor representação parlamentar de mulheres.

Diante o exposto, acredito que poderíamos alavancar a força feminina na política, apoiando umas as outras para vencermos tamanhas disparidades. Infelizmente ainda hoje ouvimos mulheres dizendo que não votam em mulheres… assim como ouvi esses dias uma mulher dizer que não consultava com mulheres ginecologistas e sim apenas com homens. Essas duas afirmações ao contrário nunca ouvi. Você por acaso já ouviu algum homem falar que não entregaria seu voto a um homem? Certamente que não. E você já sabe bem o motivo.

Ao meu ver falta engajamento e união entre as mulheres, e isso não é só na política, em vários âmbitos isso acontece. Se você já leu o Livro “Manual da Mulher Poderosa”, da autora Carolinne Oliveira, certamente vai lembrar do trecho que remete ao que estou falando. Quando por exemplo sabemos que um homem tem um outro relacionamento, deveríamos respeitar a mulher e não se envolver com esse homem, justamente pelo fato de sermos mulheres, mas infelizmente não é o que acontece… Fica fácil entender um pouco da lentidão de alavancarmos na política e em outras instâncias também, claro que esse não é único fator, mas é um deles.

Como eu, vocês talvez já devam ter visto ou conhecido alguém que entrega seu voto para agradar o marido e não pensem que isso é coisa do passado, porque não é. Convivo com pessoas do interior do RS e essa prática ainda é adotada. Pois bem, precisamos de um amadurecimento bem maior do que pensávamos.

Por hábito ouço “A voz do Brasil” que para mim, é o noticiário radiofônico mais completo sobre o nosso país, pois muitas vezes as informações obtidas lá, não são veiculadas em outros meios de comunicação. Você fica por dentro de assuntos sobre o Poder Executivo, Judiciário e Legislativo. Que são conhecimentos necessários para o nosso embasamento e posicionamento crítico frente às situações do nosso país.

Acredito também que seja importante assistir a Propaganda Eleitoral para estarmos a par da diversidade cultural dos candidatos e também o quanto estão preparados para nos representar politicamente. Sabemos que somente isso não basta, mas precisamos conhecer para nos posicionarmos com fundamentos concisos frente aos fatos.

Então, no dia 15 de novembro teremos o primeiro turno das eleições municipais e nos locais em que houver segundo turno, a data é o dia 29 de novembro.

Devido a pandemia do Covid-19 o horário de votação foi ampliado. Poderemos comparecer às urnas das 7h às 17h. Lembrando que o horário entre 7h e 10h é preferencial, para pessoas acima de 60 anos.

Lembre-se: Seu voto tem poder!

– por Raquel Vasconcelos

Raquel é Pedagoga, especialista em Psicopedagogia e Gestão Educacional, além disso, mestranda em Ciências e Matemática. Conheça mais sobre a autora desse texto: Instagram: @raka.rmsv

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