EnglishItalianPortugueseSpanish

Qual é o seu plano B?

Quando um relacionamento amoroso chega ao fim

Esses dias estive pensando sobre o plano B. Tenho certeza de que você já ouviu essa expressão. Esse é aquele plano que tiramos da cartola quando o caminho mais “importante” não nos leva a lugar nenhum.

Enquanto mulheres, somos ensinadas a ser sempre solicitas, bondosas, leais, promover bem estar no trabalho, na casa e nos relacionamentos. Somos educadas a buscar um relacionamento amoroso e priorizá-lo acima de todas as coisas. Em geral, o que aprendemos, especialmente na infância, torna-se parte das nossas ações e gestos mais automáticos, os quais não questionamos.

Na construção da mulher em sociedades patriarcais (especialmente no caso da mulher heterossexual), fica implícito que sua validação está condicionada a ser ESCOLHIDA e que, se isso não acontece, ela é a culpada pelo preterimento, estando fadada à solidão, infelicidade e descrédito. Isso porque, um relacionamento amoroso oferece a nosso inconsciente um lugar social e identitário.

Mas então, o que se dá quando um relacionamento acaba? Ou quando não se é “A escolhida”?
Os sentimentos mais comuns são de menos valia e fracasso.

Costumo ouvir de mulheres recém solteiras “o que fazer agora?”. É como se perdêssemos o curso do caminho e diante disso, precisássemos nos reinventar. Lançar mão de uma outra rota, um novo plano.
Já parou para pensar que por vezes, diante de um término de relacionamento o que fazemos é ir viver nossa própria vida?
Como se ela fosse um plano secundário, ali, nos esperando na retaguarda para quando algo “der errado”?
Viajar sozinha, estudar, fazer novos amigos, investir em sonhos, experiências novas…
Somos ensinadas a colocar nossa vida como plano B, mas até quando faremos isso?

Quero convidar você, querida mulher, a se perguntar: onde estou investindo a maior parte das minhas energias e intenção todos os dias?

Relacionamentos podem ser fonte de felicidade, afeto e apoio, porém esse é apenas uma das tantas coisas que podemos e de forma nenhuma resume tudo o que somos!

– por Júlia Rodrigues dos Santos

Júlia é psicóloga, pós-graduanda em psicanálise clinica e especialista em história da Arte. É fã de praias, museus, cafeterias, artes e cultura. Adora viajar, conhecer pessoas. Conheça mais sobre o perfil da autora desse texto no Instagram: @j.udrs

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin