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Não perca sua essência

Torna-te quem tu és

Tenho 42 anos recém feitos e convivo com mulheres nessa faixa de idade. Esse ano perdi minha mãe em abril, e desde então, me vi “flutuando”. Serei mais explícita: descobri que eu não sei mais quem sou. Interessante, passei a questionar os meus gostos, minhas crenças, minhas preferências, escolhas pessoais e profissionais. Alguém diria que estou confusa, perdida. Mas não se trata exatamente disso.

A gente vai se construindo como um jogo de Lego, encaixando as “pecinhas”, adequando uma amarela quando falta uma branca e montando a nossa construção. Porém, exatamente nessas adequações que vamos nos adaptando às expectativas da família, do marido, do chefe, das amigas, e vamos aos poucos nos perdendo da nossa essência.

Conversando com algumas das mulheres com as quais convivo, percebi que muitas, mesmo sem ter tido grandes perdas, também se encontram nesse momento em suas vidas. Não sabem mais do que gostam, nem onde se encaixam. Talvez a faixa etária seja apenas uma coincidência, e você de 18 anos esteja se sentido igual (e que bom, quanto antes nos dermos conta disso, melhor).

Qual a solução? Nietzsche nos deu a resposta: “Torna-te quem tu és”. Procure tirar um tempo para se reconectar com sua força interior, procure entender a pessoa que você é hoje, aceitar e legitimar o que você acredita que é bom para você. Encaixar as “pecinhas” do seu Lego como você acha que deve, com as cores e formatos que você escolher. Dá medo? Sim, sermos nós mesmos requer coragem, mas também podemos construir isso, “observando a paisagem” no caminho. Estou nesse processo e confesso que estou adorando a pessoa que sou. Vamos juntas em busca de sermos nós mesmas? Reconecte-se.

– por Daniela do Carmo

Daniela é gaúcha de Santa Maria, formada em Pedagogia, Mestre em Ensino de Ciências e Matemática e Gestora em uma Escola Municipal de Educação Infantil. Apaixonada por pessoas e gatos, adora ler e conversar sobre relacionamentos, estética, maquiagem, comportamento humano e felino. Conheça mais sobre a autora desse texto no Instagram: @danidocarmoaa

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