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Excesso de tecnologia

As consequências do uso excessivo de telas

A partir de março de 2020 as nossas vidas e as de nossas crianças, mudou de forma brusca. A educação, a informação, as interações de uma forma geral, passaram a ser, por um bom tempo subsequente à essa data, unicamente através das telas. Salvo o convívio familiar mais próximo, passamos a utilizar a tecnologia de uma forma mais intensa. Em contrapartida, nós nos percebemos mais tristes, ansiosos e entediados, além do medo natural frente às notícias divulgadas pela mídia.

Anteriormente, nossas vidas corridas nos obrigavam a manter nossas crianças conectadas, enquanto cozinhávamos, resolvíamos as questões do trabalho (no complicado costume de levarmos trabalho para casa), organizávamos a vida para o dia seguinte. Com essa mudança tão brusca na realidade, o trabalho passou a ser feito de casa e a escola passou a acontecer dentro de nossas casas. Porém, o uso descontrolado de eletrônicos pode acarretar graves problemas de desenvolvimento desde os bebês. Entende-se por eletrônicos, televisão, tabletes, celulares, telas de computador de forma geral.

As consequências do uso excessivo de telas em crianças, incluem irritabilidade, apatia, depressão, alteração do humor, queda do desenvolvimento escolar, entre tantas outras. Isso acontece, porque o hormônio dopamina é liberado. Esse hormônio, é associado ao desejo e pode acarretar frustrações e estímulo ao consumo excessivo, comum em adolescentes que fazem muito uso de telas.

E como virar esse jogo? Nós adultos, somos o maior exemplo. O tempo de exposição às telas deve ser reduzido de acordo com a faixa etária da criança, mas de nada adianta reduzirmos o tempo deles, e não largarmos o celular. Brinque com o seu filho, dedique um tempo e ofereça brinquedos que estimulem a criação e a imaginação. Estimule brincadeiras que coloquem o corpo em movimento. Explique para seu filho, porque a redução de tempo de telas é importante. Proponha alternativas. Você pode usar o recurso das telas, apenas mantenha o critério de reduzir para um período saudável para a idade do seu filho. Em caso de dificuldade com isso, não hesite em procurar ajuda de um profissional.

– por Daniela do Carmorecurso das telas

Daniela é gaúcha de Santa Maria, formada em Pedagogia, Mestre em Ensino de Ciências e Matemática e Gestora em uma Escola Municipal de Educação Infantil. Apaixonada por pessoas e gatos, adora ler e conversar sobre relacionamentos, estética, maquiagem, comportamento humano e felino. Conheça mais sobre a autora desse texto no Instagram: @danidocarmoaa

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